quinta-feira, outubro 21, 2010

Por apenas dez minutos

Que me venhas
De onde estiveres,
Pelo tempo por mais curto que seja
Ainda que sejam apenas dez minutos,
Mas que possam ser dez minutos intensos
Dez minutos de você e eu
Que façam valer todo o dia,
Que exalem toda uma vida.

Opressão

É necessário quebrar os grilhões
Que seguram os pés e os braços do oprimido
Grilhões a amarrar a alma a que se oprime
São grilhões que limitam o pensamento
Expulsando a esperança de um futuro
E prendendo as asas de sonhos que nunca voarão

São grilhões que cegam os olhos e cercam a mente
Grilhões que pregam a conformação sem salvação
De um oprimido que não se apercebe
Da opressão que o controla, desde antes;
Da vida que lhe retirada, desde sempre.

Relatividade

Porque te amo
Me angustia tanto a espera
De cada minuto que passa devagar
Dentro da saudade que não finda
Até o instante de te encontrar

Porque te amo
O tempo passa despercebido
O relógio corre mais rápido
Dentro de meu coração acelerado
No instante em que estou contigo.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Dependência

Sentir-te distante
É uma dor que sofro em silêncio,
Constante.
Não te sentir a meu lado
Lacera meu coração,
Aflito.
O vazio de tua ausência
É mais do que saudade,
Insuportável.
Não te ter aqui comigo
Maltrata meu espírito
Que depende de ti.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Início de dia

Raios de sol despontam no horizonte
Mas meu coração não amanhece
Nem participa desta alegria de um dia que nasce
Meu coração se esvai na incerteza do amor
Que vai e vem com a maré, 
Que segue a direção imposta pelos ventos da vida.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Para uma menina em flor

Meu amor
E é sempre só você em minha vida
Por todo o sempre que existir

Meu único amor
És flecha que queima ardente em meu peito
Tão forte que nunca se apagará

Minha doce e sublime paixão
Avassaladora e intensa, que resume
Toda a minha existência

Meu verdadeiro amor
Que o tempo não destruirá
Que produziu marcas em meu coração

Ausência

Se saudade fosse apenas sentimento
Mas traz consigo uma dor
Pra quem viu os barcos partirem
Quando ainda era cedo demais

Mas nem tudo foi tempo perdido
Filhos também viraram pais
Uma nova música urbana começa a tocar
E ainda somos tão jovens

Não conhecemos razões
Para as coisas feitas pelo coração
Quem nos dera sempre acreditar
Que bastasse apenas esperar

E quase sem querer
Há tempos ainda lembramos de você
Que partiu cedo demais
Para a via-láctea tão distante
Mas que ainda mora aqui dentro de nós

Força sempre!

A Renato Russo, nos 14 anos de uma saudade descontente que não desatina

quarta-feira, outubro 06, 2010

Te amo

Te amo enquanto existir o tempo
E por cada segundo que existir
Te amarei ainda mais
Cada vez mais

Te amo em cada suspiro
E te amarei mesmo depois
Em que parar de respirar
Eternamente

Te amo sem medir espaço ou tempo
Te amo de toda e qualquer maneira
Sem dúvida ou receio

Te amo na suavidade da palavra
E também te amo na beleza de teu riso
Carregado de realidade e de sonhos

segunda-feira, outubro 04, 2010

Querer

Não quero que me queiras porque te quero
Quero que me queiras porque me quer
Não quero que não saias porque eu quero
Quero que não saias por não quer
Não quero que fiques no chão porque não tenho asas
Quero que voes e que também me ensines a voar

domingo, outubro 03, 2010

Inverno

Inverno está em mim
Não há outra estação
Solidão que é sem fim
Habita em meu coração

Inverno passa devagar
As noites são tão frias
Estrelas já sem brilhar
Estações já tão vazias

Peito fica a lamentar
A dor bate lentamente
É infinito o meu pesar

Esperanças tenho em vão
E me mantêm sutilmente
Que voltes na próxima estação

Outono

As folhas caem devagar
Como lágrimas seguidas
Umedecidas de emoção
De mais uma estação que passou
Bem longe do meu lado
Os caules estão expostos
As cicatrizes ainda estão abertas
De tanto acreditava nunca te perder
Que forjei minha tristeza
No dia em que te perdi
Duas estações atrás.

Verão

É sol lá fora
E meu coração veste luto
Não tem vontade de sair
Perdeu a força de viver
O tão claro é tão escuro
Quando não se tem futuro a projetar
Ou esperança em que acreditar
O sol não tem raios para mim
Não tem luz nem calor
Entenda que meus dias não nascem com o sol
Meus dias só se iluminam com teu riso

Primavera

As flores começam a brotar
Mas estão murchas em meu coração
Parece até que a primavera se foi
Que toda a beleza se perdeu
Depois que partiu o vagão
Te levando em minha contramão
E me deixando tão mal
Primavera me faz triste
Nem mais consigo sorrir
Primavera e você seguem em frente
Eu continuo solitário em mim.

sábado, outubro 02, 2010

Silêncios na madrugada

Não me respondas 
com silêncios
Porque silêncios muito dizem
Dizem mais até do que palavras
Maltratam mais do que palavras
Matam mais do que flechas incendiárias
Destroem mais do que furacões alucinados
Amedrontam mais do que o mais terrível pesadelo.
 (Fonte da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1Go0wKtQJp4lAhgiYwU72zOlHfkENLzVJgF8sSx30CDxvEXfwrX1VeN8Ihn-ykbenYJhPeuEUgHYOxkNWgRlQRbTJHaRd-lcv2d_AJjrcTGywYBYBjbODXCa7_qbrtbhJNRfP/s400/noite.jpg)

Você e eu

Se te deixo partir
É porque acredito em
Teu breve regresso

Se te deixo decidir
É porque tenho confiança em
Cada escolha tua

Se me arrisco a te perder
É porque sempre terei forças para
Tentar te trazer de volta pra mim
Até o fim 

 (Fonte da imagem: http://1.bp.blogspot.com/_jsCvYRaYgHA/TIVJSMDBcZI/AAAAAAAAALE/6O_98rt7U7g/s1600/Confian%C3%A7a.jpg)

Desafios

É duro te ver
e não poder falar
mais do que palavras
É duro estar perto
e ter que contentar-me
com apenas poucos abraços
É difícil respirar
Se você é o oxigênio
que me falta
É difícil estar
se sem você já
nem existo
Impossível a missão
de arriscar um passo à frente
se você não estiver a meu lado.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Sorri para mim!

Não sei dizer
Como isso começou
Só sei  que aconteceu
De forma estranha
Não consegui controlar
Não tentei controlar
E foi assim
Que vi você surgir
Dentro de mim
Até o fim
Até que enfim
Minha flor, meu par
Sorri pra mim!
Vem me iluminar
Com teu riso sincero
Banhado de felicidade
Que se reflete em teus olhos
Trazendo esperança
De dias que serão melhores
Para todo o sempre
E até o sempre será curto
Para conter tudo
Sorri para mim!

Em cima da hora

Por um instante voltei a acreditar
Que o amor poderia realmente existir
Mas tudo foi tão rápido e passageiro
Que ruiu o que nem se chegou a construir

Cambaleei tonto por alguns segundos
Mas logo tudo estará cicatrizado
Regressarei então a meu caminho
Um dia tudo será consumado

Não haverá dor por tanto estrago
Só saudade de um futuro que já é passado
Imperfeito, que morreu quando foi criado

Agora não haverá espaço para lágrimas
Nem precisa ter sequer cuidado
Isso passa,  logo novamente serei eu

terça-feira, setembro 28, 2010

Renascer

Eu devia ser impassível
E não deixar-me afetar
Pelo que me dizes
Mas sou fraco, confesso,
Pois afeta-mes mais do que penso
Mais do que pensas

Se percebo uma dor futura tua
Ela se faz minha dor presente
E sacrifico todas as minhas forças
Apenas para não te ver sofrer
Para diminuir a aspereza de teu caminho
Apenas por ti

Se, de repente, subo na 
Pedra que está no mar
É para admirar o horizonte que
daí se mostra diferente,
Que aparece mais altivo
Na noite em que a lua se levanta

Na certeza de que a escuridão se fará mais clara
Na esperança de que a vida se fará mais amena.

domingo, setembro 05, 2010

Cinzamente

Não me ensinaram a esconder minhas lágrimas
Nem me contaram como resistir ao sofrer
Provocado pela ausência da presença
Da dor que anda lado a lado com o viver
Quem me dera pudesse o tempo parar
Nos momentos em que o dia é mais curto
Que a areia escorre mais rápida
Dentro da ampulheta do cruel destino
De quem ainda não sabe a que veio
Numa noite escuramente cinza
Cinzamente escura a noite
Que nasce no coração de quem entristece
Pela lembrança de tudo que passou
Ainda que nada tivesse acontecido
Me descubro ainda criança
Em um corpo já amadurecido

domingo, agosto 15, 2010

Vontade

Eu queria sempre estar
Onde teus pensamentos se escondem
Eu gostaria de sempre participar
De cada um de teus planos
Eu desejaria compartilhar
De toda insanidade tua
Eu adoraria repetidamente ouvir
A canção que mais gostas
Eu viveria eternamente
No espaço que existir junto a ti.

Existência

Não há memória em que não estejas
Nem saudades que não sejam de ti
Não há vida em tua ausência dolorida
Nem coração que resista a tua falta

Não há tempo que apazigue tua lembrança
Nem tristeza que seja mais sentida
Não há dor que supere a de tua partida
Nem balança que pese tanto sofrer

Não há vontade de estar sem ti
Não há esperança sem você ao lado
Não há infinito que seja maior que este sentimento

Nem os dias curarão minha ferida
Nem a lua poderá me trazer consolo
Nem o sol mais brilhante poderá ofuscar tanto amor

segunda-feira, julho 19, 2010

Picapau Amarelo


Quero ir ao Sítio
Discutir de novo com
Emília e Visconde
Planejar com Pedrinho
E andar de mãos dadas
Com a menina do nariz arrebitado
Quero provar dos bolinhos de chuva
Que só Tia Nastácia sabe fazer
Quero ouvir Dona Benta
Me contar do que é o mundo
Quero viver no faz-de-conta
Quero acordar mais uma vez criança
E nunca descobrir que acabou o pirlimpimpim

A todos os moradores do Sítio, da criança que sempre esteve em mim

(FONTE DA IMAGEM: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhd7lIFhbGVZWrbTUCSXNLHDkQhqmQ0QJP3ElaPEYwhAe2EiASQGIlfEvoOSj2-AJLmC1JOBtyirTqSreH8MabvQiNlVZa4plOrK86lpNRGIeITrbDppYcHrK3erZqIH5TCwasHmw/s1600/S%C3%ADtio+do+Picapau+Amarelo+-+Monteiro+Lobato6.jpg)

domingo, julho 18, 2010

Alma recortada

Exporei minhas veias e artérias,
Elevarei meu corpo ao suplício extremo
Que só atinge quem ama de verdade
De quem ama mais outrem que a si

Minha própria solidão fará os recortes
De meu espírito já fragilizado
Que foi repartido em mil pedaços
Na noite em que foi abandonado

Mas a paixão é maior que a recusa
O amor é mais forte que sua própria cura
E a dor de não te ver é maior que a de existir

Te enviarei olhos, orelhas e dedões
Mas não poderei te enviar meu coração
Porque ele sempre esteve em tuas mãos



(Fonte da imagem: http://bolcidades.nafoto.net/images/photo20090603114633.jpg)

Madrugada azul

- Onde estás, senhora minha,
que não te condói meu mal?
Ou não o sabes, senhora,
ou és falsa e desleal.
O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha, Miguel de Cervantes

Balbucio teu nome na madrugada febril
Que se arrasta lentamente, na mais fria escuridão,
Em que me acho de peito aberto e desprotegido
Esperando apenas por tua palavra ou sinal

A lágrima que cai é o sangue da alma
Que, agitada, se torna estremecida
Que arde intensamente em letal fogo
Causado pela ausência de tua presença

A noite inteira me cai pesarosamente
Como se fosse castigo dilacerador
Que me é infligido pelo teu silêncio

Na loucura em que meu ser estabelece
Envio-te preces e juras, convites e ameaças,
Celebro-te, amor, em promessas e maldições

(Fonte da imagem: http://digoeu.blogs.sapo.pt/arquivo/noite1-thumb.jpg)

quarta-feira, julho 14, 2010

Exercício da manhã

Quando o sol no céu surgir
Irei exercitar plenamente a manhã
Que irá resplandecer solenemente
Nas nuvens de teus olhos verdes

Não desistirei diante da primeira chuva
Nem aplacarei toda a minha vontade
Diante do primeiro raio de sol

Serei por hoje, serei por sempre
Estive, estou e estarei eternamente
Banhado pela luz intensa de teu ser

Comemorarei a simples brisa
Que anuncia tua breve chegada
E atravessarei o frio de toda a madrugada
Que me diz que você está a chegar.


(Fonte da imagem: http://www.liveinalpharetta.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/here-comes-the-sun.jpg)

domingo, julho 11, 2010

Palavras

Espera-me de braços abertos
Que, juro, não vou demorar
Abraça-me forte, abraça-me 
Desde o instante em que me vir

Faz-me um carinho suave,
Sussurra-me segredos no ouvido
Que hoje serei só e apenas teu

Conta-me teu sonho mais louco
Aquele que guardas apenas para ti
Que te contarei de minhas loucuras
Apenas para te fazer sorrir, uma vez mais

És minha luz do sol, que não pode faltar
És minha flor sem espinhos, a desabrochar
És a razão de minha vida, meu amor, meu par


(Fonte da imagem: http://mob186.photobucket.com/albums/x7/virna343/love.jpg?t=1241994045)

Frações de tristeza

"E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down"
Down em mim, Cazuza e Frejat

Na tarde insolente que se deita
Não vejo mais sentido algum
Nem me importa se a noite é estrelada
Nem se os planetas estão em conjunção
Vou remoer meu universo particular
Que teu amor fez todo ruir
E nem ao menos me deu a mão

Acordarei envolto na bruma
Que se espalha na tristeza da manhã
De um dia cinzento que se levanta sonolento
Sem vontade de ser nem de fazer
Se é que algo ainda há de acontecer
Por isso me tranco em mim mesmo
Dentro de meu coração que cedo anoiteceu


(Fonte da imagem: http://artigosdepsicologia.files.wordpress.com/2008/10/depressaomascarada.jpg)

sábado, julho 10, 2010

Fuga

Não me digas talvez
Saiba dizer-me não
E também me fales sim
Não te escondas no breu do silêncio,
Que é sombra que angustia a alma,
E incerteza que palpita a cada segundo
Dentro de um coração apaixonado.


(Fonte da imagem: http://manuelalves.files.wordpress.com/2007/07/1353513.jpg )

Lágrimas notívagas

Quero ir de encontro ao infinito
Quero me livrar de toda a dor
Sem temer a saudade da despedida

Quero poder sonhar meu sonho
Quero viver minha vã realidade
Sem recusas ou tanto sofrimento

Quero não ter medo de falar
Quero ter coragem para agir
Sem receio de não ser entendido
Sem medo de não ser recebido

Quero voar até onde vão minhas vontades
Quero sentir o que há para ser sentido
Sem lágrimas que afoguem meu ser
Sem amargura que me atormente a alma.


(Fonte da imagem: http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK32456_lagrima800.jpg)

A fogo e sangue

"Nessa história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor a sangue e fogo."
Pablo Neruda

Se me entrego a ti, me entrego inteiramente
Sem vaidades ou egoísmos corrosivos
Sou teu, porque assim eu o quero
Estou contigo, porque é assim meu desejo

Se te espero, serei paciente, serei presente
Sem cobranças ou ameaças, sem propriedades
O que mais me importa é apenas que te amo
E só isso já me faz capaz de enfrentar o mundo

Minha força está em sentir teu sorriso
Que me sorrias até o fim, desde o começo
E viverei esse amor, sem qualquer tropeço

Atravessarei noites em chama, chamando teu nome
E terei madrugadas claras, velando por teu sono
E te viverei em cada segundo, apenas por que te quero
(Fonte da imagem: http://www.glogster.com/media/2/4/49/79/4497944.jpg)

Piedade

É injusto o amor que se carrega sozinho
Dentro da solidão infinita de cada ser
Que não floresce, porque não pôde brotar
Que não pôde ser,  pois foi impedido de existir

É triste a vida de quem não teve coragem de amar
De quem nunca se arriscou ao erro e fracasso
Porque gastou sua vida dentro de apenas si
Porque nunca sentiu o coração bater tão intensamente

É infeliz a sina de quem não amou alguém
De quem nunca sofreu por amar
De quem nunca se acabou diante da primeira decepção

É lamentável que alguém não ame
Que não compartilhe com ninguém sua vida
Que passou a vida toda sem ter alguém por quem viver


(fonte da imagem: http://fabianochiclete.files.wordpress.com/2009/11/solidao41.jpg)

sexta-feira, julho 09, 2010

Ensina-me a dizer como é possível

Como posso não te querer,
Se és tudo que eu quero?
Como posso te esquecer,
Se lembro de você a cada instante?
Como posso não te ligar,
Se cada segundo é uma eternidade sem ti?
Como posso te abandonar,
Se tua presença é constante em mim?
Como posso não te chamar,
Se teu nome é o único que pronuncio?
Como posso deixar de te ver,
Se basta fechar meus olhos e lá estás?
Como posso não te amar,
Se meu coração só pulsa por ti? 

(Fonte da imagem: http://anamspirit.com/loving%20relationships.jpg)

quarta-feira, junho 30, 2010

Esperança interrompida


O corpo do herói está inerte.
Sua ação já não é mais possível
Nesta noite tão fria e escura.
O herói foi paralisado bruscamente
Em um rompante, interromperam seus sonhos
Em alguns segundos, cessou a esperança
No silêncio abrupto de sua partida
Misturaram-se sangue e lágrimas
Confundiram-se a dor e a ausência
Ainda ecoa na escuridão seu último grito
Sua imagem persiste em nossas mentes
Como fogo que nunca se apaga
Seu sangue semeou a terra que amava
E, espalhado, é semente que fervilha
Que germinará fortalecendo os sonhos de novos heróis.

A Alcides, que teve a esperança interrompida

(Fonte da imagem: http://mob37.photobucket.com/albums/e53/Prochownik/rain.gif?t=1241892849)

sexta-feira, junho 25, 2010

Azul profundo

Meu canto é triste
Mas não o é por acaso
É triste porque assim o quero

Eu uso a tristeza,
Até quero estar triste
Porque minha alma será fortalecida

Entenda que não sou triste
Eu apenas estou triste
E tanta tristeza me fará renascer

Não queira tirar minha tristeza
Eu preciso desse momento
Mas esteja comigo sempre
E essa tristeza logo vai passar

(Fonte da imagem: http://farm2.static.flickr.com/1235/1410398234_c341320704.jpg)

segunda-feira, junho 21, 2010

Somente

Tenho uma saudade velada
E uma tristeza não-anunciada
Por um amor que ainda não apareceu

Tenho tantas vontades secretas
E algumas certezas tão certas
Sobre o amor que nunca surgiu

Tenho muitos sonhos intranquilos
E muito mais desejos proibidos
De uma paixão que jamais existiu



(Fonte da imagem: http://versospoeticos.blogs.sapo.pt/arquivo/saudades.jpg)

sábado, junho 19, 2010

Amor em contemplação

Teus olhos brilhantes
Prendem toda a minha atenção
Teu sorriso inebriante
Desfaz qualquer outro pensamento meu
O balançar de teus cabelos
Guiam meus interesses em teu movimento
Teu toque macio e suave
Me coloca entre o sonho e a realidade
Uma só palavra tua
E todo o mundo, de repente, fica iluminado.





(Fonte da imagem: http://www.artmajeur.com/0/images/images/rosecanazzaro_2561981_13.jpg)

Por amor

“As armas não podem cortar o Espírito, o fogo não pode queimá-lo, a água não pode molhá-lo, e o vento não pode secá-lo. O Espírito não pode ser cortado, queimado, molhado, ou seco. Ele é eterno, todo penetrante, imutável, imóvel e original. O Atma está além do espaço e do tempo.” (Bhagavad-Gita, 2.23-24)

Ainda que seja quebrantado
No furor da batalha sangrenta
Ainda que seja destruído por inteiro
No calor da mais brilhante explosão
Ainda que seja despedaçado
Diante da arma mais feroz
Ainda que seja partido seguidamente
Pela mais cortante navalha
Ainda que seja imerso totalmente
No mais sufocante pântano
Ainda assim meu espírito sobreviveria
Impassível e imutável
Inabalável a qualquer sofrimento
Permaneceria altivo e intenso
Porque sei que tenho teu amor
Só por isso sempre viveria. 

 























(Fonte da imagem: http://mob261.photobucket.com/albums/ii66/electrick_dreamz/Universe.jpg?t=1242061573)

Procura


Preciso de um amor
Que esteja comigo
Não porque quero
Mas porque quer

Preciso de um amor
Que não me cobre palavras
Não porque não as tenho
Mas porque não são necessárias
Preciso de um amor
Que me traga um sorriso
Não porque estou triste
Mas porque me faz mais feliz
Preciso de um amor
Que não exija ciúmes
Não porque seja insensível
Mas porque não quero propriedades
Preciso de um amor
Que entenda minhas vontades
Não porque sou egoísta
Mas porque também devem ser suas
Preciso de um amor
Que não tenha vaidades
Não porque seja descuidado
Mas porque comemora a vida
Preciso de um amor
Que ilumine minhas tardes
Não porque sejam escuras
Mas porque dá luz a meu viver
Preciso de um amor
Que não se importe com a distância
Não porque não seja importante
Mas porque sempre está perto em meu coração

domingo, junho 13, 2010

À flor da pele

À flor da pele
Meu desejo se torna real
À flor da pele
Já não existe nenhum mal
Se te quero a cada instante
Se minha busca é constante
Toda ilusão é sincera
Todo sonho é concreto
Todo sentimento é certo
Todo tempo é de espera
Inteira, uma vida em explosão
Inteiro, segue meu coração
Vivendo intensamente a emoção
De sempre estar
À flor da pele.


terça-feira, junho 08, 2010

Amor em transe

Não me chames o tempo inteiro
Porque não vou atender
Não estarei em teu redor a cada instante
Porque não quero te sufocar

Te deixarei chorar às vezes
Para que possas amadurecer
Não quero que dependas de mim
Para que não sofras se um dia eu faltar

Não me digas sempre sim
Mas também
Não me digas sempre não

Entendas que sou assim
Que não preciso te procurar a cada minuto
Porque estás o tempo todo dentro de mim

Amor silenciado


Semente que não germina
Por capricho do destino
Guarda toda a força dentro de si
Escondendo a vida que carrega
Oculta, em tua escuridão
A beleza com que te preenches
É feita refém em tua casca
E permanece imbuída em tua seiva
Aguardando um único chamado
Para despertar em total furor
Para a vida que espera
Inteira, a ser vivida

quinta-feira, junho 03, 2010

Saudade

Sou um saudosista assumido:
Tenho saudade de tanta coisa
Que nem existiu
Tenho saudade de um tempo
Que nunca passou
E tenho saudade de amores
Que nunca se concretizaram.

Flor da meia-noite

Hoje me descobri romântico
Nessa meia hora em que a chuva caiu
E, à noite, tive tanta certeza
Da pureza desse amor que me surgiu
E não há minuto mais feliz
Do que quando estou a teu lado
Cada segundo de um olhar teu
Me preenche por toda a eternidade
E por qualquer tempo a mais que
Possa ainda existir
A vida até me parece mais viva
Mais vida, ao perceber você chegar
Nem a escuridão me é mais tão escura
Tenho teu riso para me iluminar
Porque hoje me descobri mais romântico
E nada mais vai me incomodar

quarta-feira, junho 02, 2010

Noite da desilusão


E porque toda dor é passageira
E o tempo cicatriza cada ferida
Nem assim será efêmera minha tristeza
Produzirá marcas profundas esta frieza
Com que me tratas, minha amada,
Imprimindo tanta dor em minha alma

Tristeza profunda que o sol não aplaca
Solidão que sem dó a meu peito ataca
Sufocando meu ser, mitigando meu viver
Transformando cada momento em sofrer
Pintando o meu dia da mais intensa escuridão
Que não cessa de fulminar meu coração

Não há hora certa em um tempo sofrido
Nem força suficiente em um amor já vencido
Que possa fazer vibrar suave serenata
Que preencha esta noite iluminada
Que possa enviar para longe tão viva dor
Que me faça acreditar novamente no amor

domingo, maio 30, 2010

Noite curta

Fostes estrela fugaz
Que se consumiu rapidamente
Com brilho tão intenso
Que ainda hoje se faz sentir
Fostes voz de meu sentimento
E portador da mesma tristeza
De quem contempla a vida imensa
Dentro de um único segundo
Poeta flamejante, de voz macia,
Fostes ao mesmo tempo luz e poesia
De uma juventude inteira, presente e futura
Cantastes o coração de uma nação
Brilhas agora no infinito
Com o resplendor de tua força
Livre de toda dor e lágrima
Justa recompensa a quem só cantou o amor.

A Cazuza, poeta maior de uma geração

sexta-feira, maio 28, 2010

Teorema

Descobri que o paraíso pode existir
Ainda que por poucos instantes
Em um beijo que eu roubei de ti

Esses momentos de tanta ternura
Jamais havia vivenciado antes
És tão sublime, beleza tão pura

Tu és meu mais doce teorema
Que encanta-me em contemplação
Na minha mais suave ilusão
Arrisco escrever-lhe um parco poema

Tingido com as fibras de meu peito
Contigo, minha vida, meu sal
Faço até um novo tempo verbal:
Meu presente mais-que-perfeito

terça-feira, maio 25, 2010

Saudade anunciada

A tantos estudantes que este ano se despedem. 


Enfim chegam ao terceiro
E logo não mais estarão
Conosco a cada dia, pois
Novos caminhos seguirão
É saudade que já se sente
Dentro do peito, apertada,
Uma saudade antecipada
Da separação anunciada
Eis que ensaiam novos vôos
Para tantos outros lugares
Que encontrem bom pouso
Em cada parada da estrada
Que levem sempre consigo
Um pedacinho desta estada
Que possa ser base firme
Para a futura caminhada
Aqui terão sempre apoio
Seja quais forem os destinos
Terão sempre a torcida
Carregarão toda minha esperança.





sábado, maio 22, 2010

De passagem

Afundo no sentimento
Para escrever esta poesia
Nascida no mar das palavras,
criada dentro do peito,
Filha do corpo e da alma.

Que traduza o íntimo de meu ser
Submerso em suas próprias fantasias
Indiferente às ânsias do meu ter
E despreocupada com o medo da morte certa
Ainda que cada curva seja incerta

Que seja perene dentro do coração
Pois é passageira da vida que passa
Mas que permanece para sempre
No tempo que um dia existiu.

(22/12/2000)

Saudade

Não precisa me lembrar
Que eu sou tão culpado
E que durante todo o tempo
Era eu quem estava errado

Apague as lembranças
e esqueça cada promessas
elas são apenas herança
De um tempo que já é passado

Nem precisa falar
Porque dói demais
Porque tudo já passou
E não quero mais
Pode ir embora, agora
Já é tarde demais

Eu sei que te perdi
Para todo o sempre
E sei que o tempo não volta atrás
E que qualquer palavra é vã

Não posso falar mais
As palavras não saem mais
De um peito vazio
Assim como você deixou o meu

Nunca fui pássaro
Mas aprendi a voar sozinho
O céu é meu limite
E o amor, meu fim.

(04/12/1997)

Monumento ao amor

Enquanto nos abraçávamos
sequestrados pelo sentimento
O tempo pediu licença
E naquele instante tudo parou

Para a eternidade
Aquela imagem foi esculpida
Formando um monumento,
Um monumento ao amor

E, assim eternecidos
No enlace unificador
Não percebemos que o mundo parou

Por um instante, fez-se silêncio
E nada mais foi importante
A única coisa importante é o amor.

(01/04/1997)

Queima, cosmo!


E porque hoje serei intenso
Em tudo, na vida,
Esquecerei do mundo,
Das dores e problemas
Perderei por hoje o senso
Para viver cada segundo

E, porque me descubro vivo
Aproveitarei cada molécula de oxigênio
A inflamar todo o meu peito
Para viver mil noites em uma
Com a força do desejo
De quem não teme o fim
De quem acredita em um novo começo

Terei forças para ir
Para onde tiver vontade
E não, não irei com sequer desespero
Ao fundo do poço
Pois que estou finalmente
Saindo do poço em que estava.

Ao cair da tarde, quando surge a noite

Ainda que soubesse como
Mesmo assim não te esqueceria
Não porque não quero
Mas porque assim morreria
No cair da tarde, em silêncio

Sufocado por meu pensamento
Saudoso de tua lembrança
Perdido na ausência de teu ser
Cego, na falta de tua luz
Inane, com o sumiço de meu próprio ser

Encerrarei-me no romper
Desta noite tão fria
Quando só solidão irradia
Quando a tua ausência é tão forte
Que meu prório espírito me abandona.

quinta-feira, maio 20, 2010

Teu sorriso sublime

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Pablo Neruda, Teu riso.

Descobri que sou dependente
Da sublimidade de teu sorriso
Que me embriaga suavemente
Envaidecendo-me como Narciso

Se teu sorriso de repente some
Sinto que as estrelas se apagam
Não sinto mais sede nem fome
Só dor e saudade se propagam

Quando sorris, sinto que há mais,
Que ali o mundo se transforma
Parece que o Universo fica em paz

Esse sorriso que tanto me aquece
Que minha vida toda reforma
Ilumina-me, é a luz que me apetece